Mais de cem povos indígenas participam da abertura do Acampamento Terra Livre

Indígenas dançam e cantam durante plenária do Acampamento Terra Livre. Foto: Mídia Ninja / MNI

Começou nesta segunda-feira (24/4) a 14ª edição do Acampamento Terra Livre, que já reúne cerca de 3 mil indígenas, de cem povos diferentes e de todas as regiões do país, na capital federal, para uma agenda de protestos, atos públicos, audiências com autoridades, debates e atividades culturais que durará toda a semana.

O acampamento começou tomar forma pela manhã, ocupando o gramado ao lado do Teatro Nacional de Brasília. Durante a tarde e o início da noite, representantes e delegações indígenas de todas as regiões do Brasil tomaram o local por completo.

Às 20h, os indígenas começaram a se reunir na tenda principal do acampamento para a abertura oficial da mobilização, com a recepção das delegações, precedida de uma apresentação do povo Kayapó. Ainda no início da noite, também foi exibido o documentário Preconstituinte, do cineasta Celso Maldos. A obra retrata a primeira grande mobilização indígena em Brasília, em 1984 – quatro anos antes da promulgação da Constituição.

Na manhã de amanhã (25) é esperada a plenária oficial de abertura e outras apresentações das delegações, que continuam chegando a Brasília

“Ninguém vai lutar por nós”

Sonia Guajajara iniciou a plenária acolhendo as delegações e convidando os representantes das organizações indígenas que compõem a Articulação dos Povos Indígenas no Brasil (Apib): “Está em nossas mãos evitar o retrocesso, a perda desses direitos que foram duramente conquistados”.

Sônia Guajajara, da coordenação da Apib, conclamou os participantes da mobilização a lutarem em defesa dos direitos indígenas. Foto: Mídia Ninja / MNI

Falaram na plenária Marcílio Guarani, da Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (Arpinsul); Dinaman Tuxã, da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espirito Santo (Apoinme); Eliseu Lopes, do Conselho da Aty Guasu (MS); Nara Baré, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB); Yakari Kuikuro, da Associação Terra Indígena Xingu (Atix); Paulo Tupinikim, da Apoinme; Paulo Karai, da Comissão Guarani Yvyrupa (CGY); Arildo Terena, do Conselho do Povo Terena (MS); Eloy Terena, da assessoria jurídica da APIB e outros.

“Esse governo está passando com a máquina, triturando a população indígena. E nós não podemos deixar, porque a terra é nossa. A mata é nossa!”, disse Cacique Daran Tupi Guarani, da Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste (Arpinsudeste). Já Bemoro Kayapó, da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Mato Grosso (Fepoimt), informou a vinda de mais de 40 povos de seu estado para o ATL: “Nós não podemos abaixar a cabeça para esses governantes. Ninguém vai lutar por nós”.

Durante a plenária também houve apresentações das delegações do Território Indígena do Xingu (MT), dos Kayapó que vivem no Mato Grosso e dos povos Guarani Kaiowá e Guarani Ñandeva, de Mato Grosso do Sul.

Participantes da mobilização assistiram documentário na plenária. Foto: Mídia Ninja / MNI

A convite de APIB também chegaram hoje ao acampamento oito lideranças indígenas da Indonésia, da Aliansi Masyarakat Adat Nusantara (Aman), da América Central, pela Aliança Mesoamericana de Povos e Bosques (AMPB) e da Panamazônia, pela Coordinadora de las Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica (COICA).

Kaingang bloqueiam rodovias no RS como parte das ações do Acampamento Terra Livre


Indígenas bloquearam rodovias e devem realizar mais ações. Foto: Ivan César Cima / Cimi Sul

Indígenas Kaingang bloquearam nesta segunda-feira, 24/4, a BR-386, na altura do município de Iraí, norte do Rio Grande do Sul. A rodovia RS-343 também foi fechada, nas proximidades de Vicente Dutra, mais a noroeste do estado. Os protestos reuniram cerca de 700 indígenas nas rodovias durante 8 horas. Outros movimentos foram realizados pelos Kaingang hoje: na Terra Indígena Serrinha, município de Ronda Alta, e Terra Indígena Campo do Meio, município de Gentil.

Foram as primeiras mobilizações indígenas que ocorreram paralelamente ao início da 14ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), que acontece em Brasília. Um grande número de indígenas Kaingang já está acampado na Esplanada dos Ministérios. O objetivo é sincronizar as ações para enfrentar de forma contundente “uma conjuntura de morte muito e pior do que estava nos últimos anos”, nas palavras de Kretã Kaingang, que está em Brasília acompanhando a delegação da Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (ArpinSul).

No Rio Grande do Sul, os Kaigang protestaram pela demarcação das terras indígenas, mas sobretudo contra o desmonte em curso da Fundação Nacional do Índio (Funai) e exigindo o fim da pressão de deputados estaduais e federais ruralistas para a nomeação de ao menos 50 indicados ao órgão indigenista no Estado.

Morador da Terra Indígena Rio dos Índios, o cacique Luiz Salvador afirmou que se trata de uma luta que ocorre desde a invasão dos territórios indígenas. “Estamos sendo engolidos por um governo, por um capitalismo que não enxerga como a situação está hoje. Estão precarizando a Funai. O Alceu Moreira [deputado ruralista do PMDB-RS] está indicando gente pra Funai”, diz.

Salvador pede que a Funai retome a criação de Grupos de Trabalhos para a demarcação de terras e que conclua os procedimentos ainda em aberto. “Quem sofre mais com isso são as crianças, os idosos. O governo precisa se normalizar, o jeito que está é realmente fora”, diz Salvador, A previsão, de acordo com o cacique, é de mais ações durante os próximos três dias.

Foto: Ivan César Cima / Cimi Sul

Para os Kaingang é inaceitável a interferência de políticos ruralistas que “ontem queriam o fim da Funai, fizeram CPI e tudo e agora querem indicar gente de confiança para ocupar cargos”, diz o cacique. Além de Moreira, o deputado federal ruralista Luiz Carlos Heinze (PP-RS) indicou Ubiratan de Souza Maia para ocupar um cargo importante na Funai, em Brasília. Ubiratan foi condenado pela Justiça Federal pelo arrendamento ilegal da Terra Indígena Xapecó, em SC.

O presidente Michel Temer e os ministros da Justiça, Osmar Serraglio, e do Planejamento, Dyogo de Oliveira, publicaram, no dia 24/3, o Decreto 9010/17, que extinguiu 87 cargos comissionados, entre eles 51 cargos de Coordenação Técnica Local (CTL), e três Frentes de Proteção Etnoambiental dos Povos Isolados. Este ano, os recursos da Funai tiveram um corte de 38% com relação a 2016.

No ATL e em todo país, indígenas também protestam contra o corte de gastos e postos na Funai. Quase um mês depois do decreto, em 19 de abril, Dia do Índio, o presidente da Funai, Antônio Costa, acabou demitido por se negar a nomear indicados pelos parlamentares ruralistas André Moura (PSC-SE), líder do governo na Câmara Federal, e Carlos Marun (PMDB-MS).

Reforma da Previdência

Os Kaingang também protestam contra as reformas da previdência e trabalhista. As lideranças indígenas enviaram documentos com essas reivindicações que serão protocolados em Brasília durante o ATL.

“Sobrevivemos da terra, sem uma relação de mercadoria. A Constituição entende isso, mas esse governo, que não foi eleito pelo povo, mas sim por uma meia dúzia de oportunistas, pretende desrespeitar tudo e beneficiar uns poucos. Estamos com os trabalhadores e toda a sociedade do país contra essas reformas”, diz Salvador.

A Reforma da Previdência é uma preocupação não apenas dos Kaingang. A proposta modifica a seguridade especial, destinada a trabalhadores rurais, indígenas, ribeirinhos e demais comunidades tradicionais. Pela atual regra, este segurado pode se aposentar por idade cinco anos antes dos demais. Isso irá acabar, e o segurado especial passa a se aposentar com a mesma idade dos demais, se a reforma for aprovada.

“A proposta é igualar a idade mínima dos trabalhadores urbanos e rurais, bem como instituir uma cobrança individual mínima e periódica para o segurado especial, substituindo o modelo de recolhimento previdenciário sobre o resultado da comercialização da produção”, diz trecho de parecer do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Leia o documento na íntegra aqui.

 

Acampamento Terra Livre 2017 é a maior mobilização indígena dos últimos anos

Mobilização com mais de três mil indígenas acontece em meio à maior ofensiva contra os direitos dos povos originários nos últimos 30 anos  

O Acampamento Terra Livre (ATL) vai reunir mais de três mil indígenas de todo o país em Brasília, ao lado do Teatro Nacional, nesta semana, entre 24 a 28 de abril. A estimativa inicial previa a presença de entre 1,5 mil e 2 mil pessoas, mas a organização refez a contagem. Com a nova estimativa, o ATL será a maior mobilização indígena realizada  na capital federal nos últimos anos. Estão previstos protestos, marchas, atos públicos, audiências com autoridades, debates e atividades culturais (veja a programação completa ao final do texto).

Estão na pauta da mobilização, entre outros temas, a paralisação das demarcações indígenas; o enfraquecimento das instituições e políticas públicas indigenistas; as proposições legislativas anti-indígenas que tramitam no Congresso; a tese do “Marco Temporal”, pela qual só devem ser consideradas Terras Indígenas as áreas que estavam de posse de comunidades indígenas na data de promulgação da Constituição (5/10/1988).

A programação oficial do acampamento começa nesta segunda à noite, a partir das 19h, com a recepção das delegações, uma plenária de abertura e, na sequência, uma “palhinha” do cantor Chico César.

Grande ação para esta terça, dia 25/04

Os indígenas realizarão uma histórica marcha na Esplanada dos Ministério nesta terça, à tarde, para protestar em frente ao Congresso contra os retrocessos em seus direitos previstos em vários projetos em tramitação. Uma grande ação lembrará os políticos das centenas de indígenas que são assassinados no Brasil. A manifestação gerará belas imagens. Convidamos os jornalistas a acompanharem. O ponto de encontro será na tenda da Assessoria de Imprensa do ATL, no gramado do Teatro Nacional, às 14 horas.

Astros da música se unem a favor da demarcação das terras indígenas no país

Será lançada hoje (24/4), a partir das 14h, nas redes sociais da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e da Mobilização Nacional Indígena a música “Demarcação Já!”, interpretada por uma seleção de artistas que inclui nomes como Gilberto Gil, Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Arnaldo Antunes, Elza Soares, Criolo, Lenine, Zélia Duncan, Zeca Pagodinho, Zeca Baleiro e Nando Rei. No dia 26/04, quarta-feira, à noite, será realizado um pocket show com alguns dos artistas.  A letra é de Carlos Rennó com o cantor e compositor Chico César. A produção é uma parceria das organizações Greenpeace, Instituto Socioambiental e Bem-Te-Vi Diversidade com as produtoras Cinedelia e O2 Filmes, a canção ganhou vida na interpretação de mais de 25 artistas e no videoclipe dirigido por André D´Elia, que doaram seu talento para apoiar os direitos indígenas, em especial a garantia do território, que é vital para a sobrevivência física e cultural desses povos.

Programação Atualizada

Segunda-feira (24/04)

09h Conferência Livre da saúde da Mulher
Local: Memorial dos Povos Indígenas

9h -18h Fórum de Presidentes de CONDISI
Local: SESAI – 510 Norte

18h Jantar no Acampamento
Local: Acampamento

19h  Plenária de acolhida
Local: Acampamento

20h30 Documentário: Pre-Constituinte, de Celso Maldos
Local: Acampamento

21h Lançamento de Publicação (Relatório Unificado): Relatoria especial da ONU para os povos indígenas; Relatoria sobre direitos indígenas (Plataforma Dhesca) e Relatório paralelo para a  RPU.
Local: Acampamento

20h30 Documentário: Preconstituinte, de Celso Maldos
Local: Acampamento

22h30 Apresentação musical: Chico César
Local: Acampamento

** Durante todo o dia: Chegada das delegações e instalação das tendas das delegações

Terça-feira (25/04)

6h – 8h30 – Atividades culturais: cantos; danças e pintura corporal
Local: barraca das delegações

7h Café da manhã
Local: Acampamento

8h Acolhida com cantos e danças na plenária geral
Local: Tenda principal

08h30 Plenária de abertura, com lideranças tradicionais das 05 regiões.

09h-13h Seminário “Povos Indígenas e direitos originários”
Local: Ministério Público Federal

10h Mesa sobre as ameaças aos direitos indígenas nos três poderes do Estado.
Local: Acampamento

  1. No Poder Executivo: Desconstrução das instituições e políticas públicas voltadas aos povos indígenas (paralisação das demarcações, desmonte da Funai e da Sesai, Portarias, decretos etc.). Expositores: Weibe Tapeba e Adriana Ramos
  2. No Poder Legislativo: iniciativas legislativas anti-indígenas (Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI; Projetos de Lei – PLs; Propostas de Emenda Constitucional – PECs; Projetos de Decreto Legislativo – PDLsL). Expositores: Sônia Guajajara e Maurício Guetta.
  3. No Sistema Judiciário: Tese do Marco Temporal; judicialização de processos demarcatórios; reintegrações de posse; negação do direito de acesso à justiça; criminalização de lideranças. Expositores: Valéria Buriti e Adelar Cupsinski

12h30-14h – Almoço

15h Orientação para a Marcha

15h30 Marcha / Ato no Congresso Nacional

18h Jantar no Acampamento

18h – 19h Mostra Audiovisual Terra Livre

19h – 20h – Apresentação Monólogo Gavião de Duas Cabeças

20h Plenária Saúde da Mulher Indígena
Responsável: Angela Kaxuyana; Samanta Xavante

23h Apresentação cultural

Quarta-feira (26/04)

6h – 8h30 – Atividades culturais: cantos; danças e pintura corporal
Local: barraca das delegações

7h Café da manhã

7h30 Acolhida com cantos e danças na plenária geral
Local: Tenda principal

8h Plenária: Orientação dos Grupos Temáticos de Trabalho
Moderador: Ceiça Pitaguari e Marivelton Baré

9h Grupos temáticos de trabalho:

* Terras e territórios indígenas (situação fundiária, demarcação das terras indígenas)
* Empreendimentos que impactam os territórios indígenas (direito de consulta e consentimento livre, prévio e informado; protocolos comunitários de consulta).
* Marco temporal; direito de acesso à justiça; criminalização de comunidades e lideranças indígenas
* Saúde indígena / Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI): antecedentes, situação atual da política especial e perspectivas.
* Educação escolar indígena: antecedentes, situação atual da política especial e perspectivas.
* Legislação indigenista, interna e internacional (Projetos de Lei – PLs, Propostas de Emenda Constitucional – PECs, Tratados internacionais).

Obs.: Na abordagem dos temas, considerar o texto base do ATL e as propostas deliberadas pela I Conferência Nacional dos Povos Indígenas (I CNPI).

12h Almoço

14h-15h30 Plenária: socialização dos resultados dos Grupos Temáticos
Moderador: Dinaman Tuxá e Nara Baré

15h30 – 18h30 Debates e encaminhamentos

Obs.: participam da plenária, convidados: autoridades de governo; parlamentares; juristas e representantes do MPF (participantes do Seminário “Povos Indígenas e direitos originários””).

[Programação externa]

14h Audiência Pública na CDH do Senado Federal, com participação de uma comissão de 80 a 100 lideranças representando o ATL.
** Mesa: Kretan Kaingang; Lindomar Terena; Eliseu Lopes; Paulinho Guarani; Paulo Tupiniquim; Sônia Guajajara e Darã Tupi-Guarani
Local: Senado Federal

18h Jantar

18h-21h Mostra ATL de Audiovisual

21h Noite: Show: Demarcação Já com artistas indígenas e não indígenas

Quinta-feira (27/04)

6h – 8h30 – Atividades culturais: cantos; danças e pintura corporal
Local: barraca das delegações

7h – Café

8h Acolhida com cantos e danças na plenária geral
Local: Tenda principal

8h30-9h30 Plenária / Mesa: “Unificar as lutas em defesa do Brasil Indígena”, com a participação de representantes de organizações e movimentos sociais, urbanos e do campo.

9h30-10h30 Plenária / Mesa: “Articulação e unificação internacional das lutas dos povos indígenas”, com a participação de lideranças indígenas da Apib e do movimento indígena internacional.

10h30-11h30 Validação da Conferência Livre das Mulheres

11h30 – 12h30 Memória do ATL 2017

12h30 – Almoço

15h Marcha e Manifestação junto aos Ministérios do Meio Ambiente, da Saúde, da Justiça e da Educação, além Palácio do Planalto, para protocolar o Documento Final do ATL.

16h-18h Audiências e protocolos do Documento Final do ATL  e de outros textos nos gabinetes dos Ministros do STF.

18h Jantar

18h Quartejo de Maracatu

19h Mostra ATL de Audiovisual
Filme: Filme Martírio

Sexta-feira, 28 de abril

6h – 8h – Atividades culturais: cantos; danças e pintura corporal
Local: barraca das delegações

8h Acolhida com cantos e danças na plenária geral
Local: Tenda principal

9h Greve Geral: integração com os movimentos sociais

12h Encaminhamentos finais

Atividades complementares:

  1. Reuniões de Articulação de indígenas parlamentares, prefeitos e vice-prefeitos
  2. Reuniões de articulação de comunicadores indígenas.
  3. Reuniões de articulação de advogados indígenas.
  4. Reuniões de articulação Mulheres e Juventude indígena
  5. Outras reuniões de articulação.
  6. Mostras: audiovisual, musical e outras manifestações culturais e artísticas.

Obs.: As atividades complementares deverão acontecer em horários diferentes às plenárias, grupos de trabalho, marchas e manifestações, sendo preferencialmente durante as noites do ATL.

Kit Imprensa Acampamento Terra Livre 2017

Os veículos interessados na cobertura devem preencher previamente o cadastro e efetivar o credenciamento presencialmente no Acampamento, no Museu Nacional. O atendimento à imprensa estará disponível segunda-feira, 24 de abril, das 14 às 18h e de terça à quinta, 25 à 28 de abril, das 9 às 17h.  Para efetivar o credenciamento será necessário apresentar o registro do seu veículo. Igualmente será importante porta-lo, durante toda a cobertura.

Acesse o material disponível para imprensa:

Programação 14º Acampamento Terra Livre
Release 20/04/2017 – Acampamento Terra Livre 2017 terá protestos e quase dois mil indígenas
Convocatória 14º Acampamento Terra Livre
Fotos de arquivo

Assessoria de imprensa

Letícia Leite (ISA) – (61) 9 8112-6258 / 3035-5114 / leticialeite@socioambiental.org
Oswaldo Braga (ISA) – (61) 9 9979-5156 / 3035-5114 / oswaldo@socioambiental.org
Hugo Paiva (CTI) – (61)  9 9658-2745 / hugo@trabalhoindigenista.org.br

Inscrição para Voluntários Acampamento Terra Livre 2017

Vem ai o Acampamento Terra Livre 2017! A maior mobilização indígena do Brasil acontece de 24 a 28 de abril em Brasília, e diante do cenário de retiradas de direitos dos povos originários precisamos da sua colaboração para levantar o acampamento!

Seja voluntário em uma das áreas de produção, logística, atendimento e apoio à saúde e participe da maior mobilização indígena do país.

Regulamento Cobertura Colaborativa Acampamento Terra Livre 2017

Regulamento

A APIB – Articulação dos Povos Indígenas e a Mobilização Nacional Indígena convocam cidadãos midialivristas indígenas e não indígenas a serem produtores de narrativas do Acampamento Terra Livre, que ocorrerá em Brasília, entre 24 e 28 de abril de 2017. Todo/as o/as interessado/as devem inscrever-se no formulário de inscrição aqui disponível para participar do processo de seleção da equipe de cobertura colaborativa. As vagas estarão abertas até 23 de abril, para participação durante todos os dias de acampamento.

Este edital é fruto de uma parceria entre APIB, Mobilização Nacional Indígena e Unicult – Universidade das Culturas, compreendendo a vivência e a produção colaborativa como condições para o aprendizado e sobretudo, espaços de formação livre e trocas de conhecimentos.

Cobertura colaborativa

Um exercício de produção multimídia no qual várias pessoas de diferentes áreas do conhecimento se unem para cobrir um evento coletivamente.  Trata-se de uma prática que agrega vários pontos de vista para um mesmo evento, o que possibilita uma abordagem plural e uma diversidade de linguagens, opiniões e formatos. O meio utilizado para veicular as informações são prioritariamente as redes digitais, valendo-se de vários veículos como Blogs, Sites, Youtube e Redes Sociais. A produção de conteúdo pode ser desenvolvida utilizando diferentes formatos de mídias como texto, foto, vídeo e rádio, sendo estes escolhidos a partir das especificidades da equipe.

Como vai funcionar?

A/os comunicadores integrarão equipes distintas que serão escolhidas no ato desta inscrição. Cada editoria contará com a presença de editores de conteúdos que serão responsáveis pela edição, acompanhamento e publicação de conteúdos nos veículos institucionais referentes ao ATL. Reuniões de pautas diárias serão realizadas por cada editoria para o planejamento das coberturas do dia.

Quais condições de participação?

a) Qualquer pessoa com aptidão e abertura para as práticas coletivas

b) O participante deverá vir preparado para integrar-se ao Acampamento, trazendo o kit necessário para sua produção (equipamentos e etc) e para seu alojamento (barraca, colchão, prato, copo e talher).

c) Criatividade e experiência são bem-vindas. O participante poderá apresentar portfólio, comprovando sua trajetória pelo formulário de inscrição.

Quanto tempo?

A duração da cobertura compreende todo o período sob Acampamento, entre 24 e 28 de abril.

Quanto custa?

Não é obrigatório o investimento em real R$ para inscrição e participação na cobertura colaborativa. Toda doação é livre e espontânea. Compreendemos o processo de vivência como um investimento mútuo entre todos os envolvidos, sendo esta a principal moeda financiadora deste Edital.

Em qual área de atuação posso me dedicar?

:: Redes Sociais

Difusão de narrativas via redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram); redação de textos para web; sistematização, relatório e monitoramento das redes.

:: Audiovisual

Produção / Apoio /auxílio técnico em produções audiovisuais em tempo real e mini documentários ; Gravação de imagem; Edição de imagem

:: Fotografia

Cobertura fotográfica; edição e tratamento de foto.

:: Texto

Redação de textos para matérias, reportagens, conteúdo web; sistematização e relatório

:: Rádio

Produção / Apoio /auxílio técnico em produções de Rádio em tempo real e gravações tipo podcast

:: Design

Produção de peças gráficas para pautas urgentes do acampamento

:: Assessoria de imprensa

Organização de clipping, mailing e sistematização de conteúdo

:: Transmissão ao vivo

Produção / Apoio /auxílio técnico em transmissões audiovisuais ao vivo

:: Tradução

Quero me inscrever!

Ótimo. O prazo para inscrição online no edital se encerra em 23 de abril de 2017.

Como será o processo de trabalho?

  • No dia 24 (em horário a combinar), será realizada uma reunião com todas/os as/os inscritas/os selecionadas/os para a Cobertura Colaborativa. Durante a reunião, será construído o cronograma de trabalhos.
  • Um chat de Telegram será aberto para que a equipe possa ser conectar até uma semana antes da cobertura.
  • 03 (três) dias antes do início do ATL 2017 um email com instruções gerais sobre a Cobertura Colaborativa será enviada ao e-mail de todas/os selecionadas/os.

Quem Somos

APIB  Articulação dos Povos Indígenas do Brasil é uma instância de aglutinação e referência nacional do movimento indígena no Brasil. A APIB foi criada pelo Acampamento Terra Livre (ATL) de 2005, a mobilização nacional que é realizado todo ano, a partir de 2004, para tornar visível a situação dos direitos indígenas e reivindicar do Estado brasileiro o atendimento das demandas e reivindicações dos povos indígenas. Fazem parte da APIB as seguintes organizações indígenas regionais: Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME), Conselho Terena, Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste (ARPINSUDESTE), Articulação dos Povos Indígenas do Sul (ARPINSUL), Grande Assembléia do povo Guarani (ATY GUASU), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e Comissão  Guarani Yvyrupa.

Mobilização Nacional Indígena Articulação entre povos indígenas e a Apib, com o apoio de diversas organizações e movimentos sociais.

Universidade das Culturas – Conjunto de iniciativas que conecta pesquisadores, grupos, coletivos, universidades, pontos de cultura e agentes culturais. O objetivo é articular em rede projetos no campo da formação cultural. Para isso, a UniCult parte do entendimento de que existem diversas metodologias de formação, legítimas, autônomas e reconhecidas culturalmente, empíricas e teóricas, ancestrais e contemporâneas, urbanas e rurais, que vão além de uma concepção tradicional da escola baseada no confinamento e na fragmentação do conhecimento.

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